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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A RECICLAGEM

Dando continuidade ao nosso Projecto “O Livro que Lemos”, e tendo como referência o Ano Internacional das Florestas, o pré-escolar resolveu dar o seu contributo.
Assim, decidimos fazer papel reciclado para que não seja necessário cortar muitas árvores. Usámos jornais que as pessoas já leram e deitámos mãos à obra. Vejam como todos trabalharam bem e gostaram.

Turmas A1, B1 e C1




sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A escolha dos pais



Gostaria que a minha filha lesse...

A mãe da Marisa Silva do 4ºF, Carla Gonçalves,não escolheu um livro específico e diz que gostaria que a sua filha lesse um pouco de tudo. Considera que a leitura contribui para o desenvolvimento intelectual da pessoa, além de ajudar na escrita e enriquecer a linguagem.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A "História do Dia"


Este é o desenho que comprova a leitura da "História do Dia" pela aluna Patrícia do 5º B.
Ficou tão lindo no painel da Biblioteca!
Leu, desenhou, fez a tabuada e deu o exemplo a todos os outros colegas da escola.
LER VALE A PENA!

terça-feira, 10 de junho de 2008

A Fábula dos feijões Cinzentos


Há muito tempo havia um reino chamado Jardim-à-Beira-Mar-Plantado.
Esse reino era habitado por feijões.
Um dia o feijão Carrapato roubou o sol, o feijão Frade roubou o ar e o feijão Fidalgo roubou a água aos outros feijões.
Nesse reino moravam também os feijões: Frade, Vermelho, Carrapato, Rajado e outros.
As mulheres eram as Feijocas.
Quando estes feijões se lavaram com as gotas de água que sobraram viram que estavam cinzentos.
Nos livros estava escrito que o Sol era a liberdade de criar, o Ar era o direito de pensar e a Água era a obrigação de distribuir.
Viveram quarenta e oito anos assim.
O feijão Vermelho começou a dizer baixo aos ouvidos dos outros:
- Camaradas, a maioria de nós andamos secos e sem coisa nenhuma e outros têm, sol, água e ar à fartura, não pode ser!
As palavras que não se podiam dizer era: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Justiça e muitas outras.
O feijão Galego pôs-se a gritar:
-Socorro, Socorro!
Os feijões que mandavam no reino iam ouvir para as portas para ver se falava mal deles.
O feijão Carrapato inventou um lápis com dentes afiados e azul para comer as palavras que não gostava, levando-as para a prisão das palavras luminosas.
Também na terra do avô do feijão Preto os primos destes berravam:
- Ide-vos embora queremos nós mandar na nossa terra.
E assim mandaram os feijões para lutaram contra eles. Nessa guerra morreram muitos feijões.
Os feijões reuniram-se e como as raízes dos mandriões estavam podres, deram-lhe um grande empurrão, caíram por terra que nunca mais se levantaram.
A partir desse dia nunca mais ninguém roubou o sol, a água e o ar.
Os cravos vieram morar nas ruas, no calendário dos portugueses a História pôs uma rodinha no 25 de Abril de 1974 – Dia da Liberdade.

Pedro Lages


Pólo de Fontelonga

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Oficina de leitura

O casamento da franga

Diz o galo para a galinha
Vamos casar a nossa filhinha?

A nossa filhinha casada está
O enxoval de onde virá?
Diz a aranha que está no aranhal
Que está pronta para dar o enxoval

O enxoval já nós temos cá
A madrinha de onde virá?
Diz a cabra que estava na vinha
Que está pronta para ser a madrinha

A madrinha já nós temos cá
A dançarina de onde virá?
Diz a mosca que anda no ar
Que está pronta para dançar

A dançarina já nós temos cá
O gaiteiro de onde virá?
Diz o burro que está no palheiro
Que está pronto para ser o gaiteiro

O gaiteiro já nós temos cá:
O casamento vai-se fazer já

(texto do manual "A pasta mágica" do 4.º ano da escolaridade)

Cantiga

Todas as galinhas
sabem bem festejar
Cristas para baixo
penas para o ar

Quando estão cansadas
Da festa vão sair
E numa grande fila
Para o ninho vão sair

(cantiga adaptada de "todos os patinhos")

Fotos da exploração e do teatro



Pólo de Pombal

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro: sugestão de leitura


"O meu Primeiro Fernando Pessoa"

de Manuela Júdice e Pedro Proença


Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.
Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade III.

Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu e morreu em Lisboa e a sua obra é hoje mundialmente conhecida. A pensar nos mais novos, este livro apresenta a vida deste poeta genial, utilizando uma linguagem simples e apontando apenas os marcos fundamentais dos 47 anos que viveu. De uma forma acessível a todos, através de poemas de Fernando Pessoa, o texto de Manuela Júdice e as ilustrações de Pedro Proença, dão a conhecer esta figura cimeira da literatura portuguesa e mundial.

Escreveu o seu primeiro poema quando tinha sete anos e dedicou-o à sua mãe:

Eis-me aqui em Portugal
Nas terras onde nasci,
Por muito que goste delas
Ainda gosto mais de ti.



Dicas para exploração:


Em conjunto:



  1. Conversar sobre a capa.


  2. Seleccionar alguns poemas e lê-los em voz alta.


  3. Disponibilizar o livro para leitura individual


  4. Escolher um poema e proceder à sua exploração: leitura, interpretação, ilustração

Criar grupos de trabalho para:




  • a)pesquisa da biografia na Internet;


  • b)procura de rimas;


  • c)descoberta dos heterónimos;


  • d)...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A Lenda dos Três Rios

Era uma vez três rios que nasceram em Espanha. Chamavam-se Douro, Tejo e Guadiana. Estavam um dia a contemplar as nuvens e perguntaram-lhes donde vinham.

- Do mar - responderam elas. - É o nosso pai e o nosso avô.

- Onde fica o mar? - perguntaram os rios.

- Lá longe, em Portugal - responderam as nuvens.

- É grande?

- É, é muito grande.

- Havemos de ir ver o mar.

E combinaram que no dia seguinte iriam os três ver o mar. Assim fizeram.

O Guadiana acordou primeiro e lá foi calmamente, contemplando os montes e as belezas que o espreitavam, e escolhendo os caminhos por onde passava, ao chegar a Vila Real de Santo António parou maravilhado. O segundo foi o Tejo. Quando acordou já o sol ia alto. Começou a andar depressa, quase não escolhendo caminho, mas, quando entrou em Portugal, pensou lá consigo que já deveria ter muito avanço e lembrou-se de gozar as campinas e os montes, espreguiçando-se nas margens planas, antes de se lançar nos braços do avô. O Douro, quando acordou e se viu só, nem esfregou os olhos. Partiu à pressa por desfiladeiros e precipícios, não escolhendo caminho, nem pensando em gozar a natureza.

Assim foi ele que, muito sujo e enlameado, chegou em primeiro lugar. E assim é também que os nossos três rios mais importantes têm características diferentes
retirada daqui pela escola do Pombal turma J1

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A fada Oriana

"Oriana espreitou para dentro do casebre. A mulher do lenhador estava sentada no chão e tinha o filho a dormir no colo. Estavam os dois tão pálidos e tão magros que Oriana mal os reconheceu. Não havia nem cama, nem colchão, nem banco, nem móvel nenhum. Havia só, a um canto, um monte de trapos.
Oriana sentiu os olhos encherem-se de lágrimas. Sentiu um nó na garganta e um terrível peso sobre as suas costas. Era como se tivesse umas asas de chumbo."
Sofia de Mello Breyner Andresen, A fada Oriana.

Repara nas três expressões que mostram a tristeza da fada: "nó na garganta"; "peso sobre as suas costas"; "asas de chumbo"

EB1 Pombal - Turma J1

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A fada Oriana

«Que difícil que é a vida dos homens»., pensou Oriana. «Eles não têm asas para voar por cima das coisas más»

(de Sofia de Mello Breyner "A fada Oriana")

(A história que estamos a ler na turma J1 da Eb1 do Pombal)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Fada Oriana

"- Vai pela floresta fora e vê o mal que fizeste. Vê o que aconteceu aos homens, aos animais e às plantas que tu abandonaste. A olhar para ti esqueceste-te dos outros. Só tornarás a ter asas quando tiveres desfeito todo o mal que fizeste. Só tornarás a ter asas quando te esqueceres de ti a pensares nos outros."


(do livro "A fada Oriana de Sofia M. B. Andresen)
Turma J1 - EB1 Pombal


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Hoje o texto que lemos foi escrito pela Luísa Ducla Soares .

Esta senhora escreve livros para crianças.

Como somos curiosos,e gostamos de saber mais fizemos uma pesquisa na internet e descobrimos muitas novidades acerca desta escritora.

Se quiserem tambem saber mais cliquem no nome dela.



Luísa Ducla Soares



3ºano /turma J/Pólo de Pombal

A vendedora de fósforos

Estivemos a ler a história da "Vendedora de Fósforos" de Hans Christian Andersen.
É uma história muito triste que conta como uma menina teve de sair de casa para vender fósforos com neve e muito frio. Ela acabou por morrer gelada, mas com um sorriso nos lábios.
Lê aqui toda a história.
Sabe mais sobre Hans Christian Andersen

Pólo do Pombal - turma J1

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A fada Oriana

Há duas espécies de fadas: as fadas boas e as fadas más. As fadas boas fazem coisas boas e as fadas más fazem coisas más.
As fadas boas regam as flores com orvalho, acendem o lume dos velhos, seguram pelo bibe as crianças que vão cair ao rio, encantam os jardins, dançam no ar, inventam sonhos e, à noite, põem moedas de oiro dentro dos sapatos dos pobres.
As fadas más fazem secar as fontes, apagam as fogueiras dos pastores, rasgam a roupa que está ao sol a secar, desencantam os jardins, arreliam as crianças, atormentam os animais e roubam o dinheiro aos pobres.


de Sophia de Mello Breyner Andresen, livro do mês da turma J1 do Pólo do Pombal.


A personagem principal é uma fada que vive numa floresta onde pratica o bem. Mas ao fim de muito tempo fica amiga de um peixe e abandona a floresta e vai a cidade procurar os seus amigos. Entretanto muita coisa acontece...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O teatro da Galinha Verde


Teatro adaptado da história de Ricardo Alberty, "A galinha Verde", livro do mês de Outubro da turma J1 da EB1 do Pombal.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Banda desenhada

Banda desenhada do "Ratinho Marinheiro" da Luísa Ducla Soares, livro do mês de Novembro da Turma J1 do Pombal. (clica para aumentares)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Luísa Ducla Soares - Biografia

Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939, onde se licenciou em Filologia Germânica.
O seu primeiro livro de poesia data de 1970 e intitula-se Contrato.
Tem-se dedicado como estudiosa e autora à literatura infanto-juvenil.
Publicou 45 obras infanto-juvenis.
Recebeu o "Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985" e o "Grande Prémio Calouste Gulbenkian" pelo conjunto da sua obra em 1996.
Colaborou na página infantil do Diário Popular e na revista Rua Sésamo.
As suas obras encontram-se traduzidas em diversas línguas, nomeadamente francês, catalão, basco e galego.


Contrato (Poesia), 1970
A História da Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977
Maria Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977
O Dr. Lauro e o Dinossauro, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988
Urso e a Formiga, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002
O Soldado João, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002
O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001
O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977
Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975
O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001
AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999
O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984
Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981
O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981
Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982
O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002
O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984
O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982
Poemas da Mentira... e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999
O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984
O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984
A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984
O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984
De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994
O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985
A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985
A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985
6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003
A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001
O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987
A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987
Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988
Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997
Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999
Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997
O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990
Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001
É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil (1992
A Nau Mentireta, prosa (Infanto-juvenil), 1992
À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993
Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001
Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002
O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002
S. O. S.: Animais em Perigo!..., prosa (Infanto-juvenil), 1996
O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001
Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998
Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999
Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999
A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000
ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001
25 (Poesia para a infância), 1999
Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002
Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000
Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000
Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003
Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001
Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001
A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001
Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001
Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001
1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003
Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001
Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002
O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002
Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003
Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003
A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003
Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003
A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003
Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004
A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004
Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004
Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004
Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005
A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005
Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007





retirado do endereço http://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/luisa.htm e de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADsa_Ducla_Soares

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O ratinho marinheiro

Até que encontro
perdida uma noz
Partindo-a, fazia
um barco veloz.

Por remos, palitos,
por vela, uma folha,
e para se sentar
um banco de solha.

Um naco de queijo,
um pouco de pão,
era o que bastava
para alimentação.


Luísa Ducla Soares

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

A galinha verde (teatro)

A galinha Verde

Cena I (Em casa da Galinha Verde)

Galinha Verde: - (a cantar) –Varre, varre vassourinha...
Galinha Amarela: - Truz, truz!
G. V: - Bata devagar se não acorda-me os meu filhinhos.
G.A: - Não quer que lhe engome a roupa?
São oito tostões cada peça.
G.V: - Não é preciso, eu mesmo lavo, passo e engomo a minha roupa.
G.A: - Você andou na escola?
G.V: - Sim. Quando era pequena.
Vá-se embora que eu tenho mais que fazer!
(A Galinha Amarela sai muito incomodada)

II cena (Na rua)

G.A: - Veja lá comadre, eu sei que a galinha Verde tem bruxedo.
G.P: - Bruxedo!... Como é que descobriu?
G.A: - Então a amiga já viu uma galinha Verde?
G.P: - De facto é muito esquisito.
G.A: - Vamos fazer queixa à Polícia!
G.P: - Mas... Eu mal posso andar...
GA: - Não seja molengona e venha embora!
(Saíram muito apressadas)

III cena (Na esquadra da Polícia)

Galo Vaidoso: - O que há?
GA: - Saiba o senhor guarda que temos no bairro uma galinha verde.
Galo Vaidoso: - Verde? Nunca vi!
GA: - É preciso correr com ela!
Galo Vaidoso: - Porquê?
GA: - Só pode ser doença ou bruxedo. É muito perigoso!
GP: - Perigo de morte!
Galo Vaidoso: - Huum! Vamos lá ver essa situação...
(Saíram todos)

IV cena ( Na casa da galinha Verde)

GV: - Quem é?
Galo Vaidoso: - Abra a porta em nome da lei.
GV: - Entre. Que querem?
Galo Vaidoso: - Dizem por aí que a senhora tem doença ou bruxedo?
GV: Mas eu estou de perfeita saúde.
GA: - Então porque é que tem as penas verdes?
GV: - Mas eu já alguma vez me meti na sua vida? Já lhe disse se era gorda ou magra, grande ou pequena, feia ou bonita.... Deixem-me sossegada. Bem me basta a minha vida. (começa a chorar)
Galo Vaidoso: (furioso)- A galinha Verde tem razão. Desapareçam daqui suas intrometidas.
(Agora com bons modos) Eu até acho o verde uma cor bonita!

GV: - Senhor guarda, venha ver os meus filhotes e aproveitamos para tomar uma chávena de chá.
Muito bem. Vamos lá ver....
(Saíram os dois abraçados.)

Texto feito pelos alunos da escola do Primeiro Ciclo do Pombal - turma J1 - a partir da história - "A galinha Verde" de Ricardo Alberty. O desenho é do Jorge Esteves do 4.º ano